PLANTA PISO 0
PLANTA PISO -1
PLANTA PISO -2
CORTE LONGITUDINAL
CORTE TRANSVERSAL
 
 
 

EDIFICIO TÉCNICO DOS SIMAS DE OEIRAS E AMADORA

Localização: Leceia, Oeiras  |  Concurso: 2010  |  Projecto: 2011-2012  | Obra: 2011-2012  |Arquitectura: CCA +  Catarina Crespo  |  Estrutura: ASEP  |  Outras Engenharias: PGI, Engimodus, Quanti  |  Paisagismo: Ana Pinto  |  Cliente: SIMAS de Oeiras e Amadora  |  Área de Construção: 5400 m²  |  Investimento estimado: 3.500.000 €

A proposta vencedora do concurso promovido pelos SIMAS de Oeiras e Amadora para a concepção de um edifício que concentre uma série de valências hoje dispersas por vários locais dá solução ao programa através de um edifício constituído por dois volumes sobrepostos, encaixados no declive do terreno, com distintas características de materialidade e aberturas.

À distância os volumes que compõem o edifício formam um conjunto abstracto dialogante com a com a escala dos depósitos de água que lhe são próximos –  estruturas simples de grande dimensão que se destacam na paisagem. A partir do acesso pela estrada sobre a elevação de terreno, apresenta-se como um volume baixo de uma altura similar à dos mesmos depósitos. Este volume abre-se em U sobre o acesso estabelecendo um pátio que funciona como zona de transição entre o edifício e a envolvente pouco definida e permite ao mesmo tempo colocar a recepção numa posição central adequada ao seu papel. Este volume, de marcada horizontalidade alberga os espaços administrativos do programa proporcionando nas zonas de maior ocupação vistas sobre a paisagem através de um grande vão, contraposto às pequenas aberturas praticadas nas restantes fachadas. Este corpo contrasta com a base unitária de volumes geometrizados sobre a qual assenta, como uma topografia unificada pela adopção de um único material de revestimento das fachadas, permeável ao ar e à luz, e onde se situam os espaços de oficinas, estacionamento e armazém, à semelhança do volume superior, os vários espaços situam-se em U torno de um pátio ou rua central, que permite optimizar as circulações, concentrando o volume construído.