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PLANTA PISO 1
PLANTA PISO 2
CORTE LONGITUDINAL

TERMINAL DE CRUZEIROS DE LISBOA

Localização: Lisboa  |  Concurso: 2010  |  Arquitectura: João Cegonho, Marta Cid, Catarina Crespo + BCQ Arquitectes  |  Estrutura: Consulmar  |  Outras Engenharias: Consulmar  |  Cliente: Administração do Porto de Lisboa  |  Área de Construção: 8000 m²  |  Investimento estimado: 25.500.000 €

A localização escolhida para o edifício do terminal de cruzeiros de Lisboa faz com que esta nova “porta” da cidade de Lisboa deva rematar o tecido urbano da cidade que começa intrincado e labiríntico nas ruas íngremes de Alfama e se transforma nos edifícios e infra-estruturas de grande dimensão colocados paralelamente à margem do rio. Para que o novo edifício possa constituir um pólo de revitalização da zona, como se deseja, deve dar resposta satisfatória às duas escalas: a grande escala da cidade e do rio e a escala menor do lugar onde se coloca, com as relações e percursos específicos que estabelece.

A estratégia passa por fomentar estes dois níveis simultâneos de leitura: por um lado um edifício que apresenta uma unidade significativa e simbólica, à maneira das peças históricas em presença na zona e constrói uma relação com a escala ampla da cidade e do rio (que é igualmente a dos grandes navios que o utilizarão), e por outro um desdobramento desta unidade em diferentes volumes e superfícies que permitem aumentar a permeabilidade do edifício, estabelecendo relações de proximidade com o tecido urbano e com o rio Tejo.

O edifício desdobra-se em 3 grandes elementos: dois volumes que albergam os programas de embarque e desembarque do Terminal e outro, mais baixo definido pelo plano de cobertura da zona de depósito de autocarros. A zona de separação entre os dois corpos de embarque e desembarque , constitui uma “rua” interna do edifício que permite a ligação visual ao rio no enfiamento da Rua do Cais da Lingueta que dá acesso ao bairro de Alfama.

Sobre o espaço público exterior de entrada suspende-se, uma consola que abriga a grande sala de espera e de check-in situada no primeiro piso. Este gesto constrói um umbral entre o edifício e a grande praça, constituindo uma câmara de acesso exterior protegida da acção directa dos elementos. No interior do edifício em torno do hall central estabelecem-se relações visuais fortes paralelamente ao rio e entre os diferentes pisos – favorecendo a orientação através dos espaço internos e amenizando os tempos de espera. Revestem-se os volumes do edifício com uma pele metálica que funde os volumes do programa num único corpo junto ao rio, dotando-o de uma escala citadina.